Psicologia Positiva

Por muitos anos que sempre tive um entendimento mais negativo em relação ao mundo e à visão que tenho de mim mesma e como tantas outras pessoas e infelizmente a maioria, isso muitas vezes fez-me abraçar o vazio, agarrar-me às minhas faltas e falhas e deixar que as quatro paredes dentro de mim se apoderassem do meu eu maior que ao mesmo tempo tanto se queria arrancar delas.

Os dias negros sem a possibilidade de uma perspetiva ampla de um futuro continuamente solarengo constituíam também parte do meu presente.

Foi por volta de Março de 2018 que me comecei a sentir de maneira diferente. E aqui remeto-me um pouco à pergunta de senso comum do “Quem nasceu primeiro? A galinha ou o ovo” correlacionando de uma maneira, penso eu de fim mais científico a “Será que comecei a sentir-me melhor porque estava a fazer coisas ou estava a fazer coisas porque me sentia melhor?” (Bom, para um estudo científico não faria desta forma a pergunta mas acho que chegámos todos lá).

Há uma verdade intrínseca que combate todos os dias com os nossos pensamentos fixados em negatividade a que chamamos de realismo. A verdade intrínseca será então o de fazer coisas. Mais concretamente o de puxarmos o nosso eu a fazer coisas, coisas que nos agradem mesmo quando não conseguimos… ou quando pensamos que não conseguimos.

Essa verdade intrínseca dentro de mim saiu para fora em Março de 2018 e quando me puxei a mim mesma para ter um pensamento positivo reparei no quanto a minha vida mudou e quanto eu podia mudar a minha vida para o melhor.

Tem sido um mindset que nunca mais abandonei, em que por muito que me depare com obstáculos na vida, sendo uns mais relevantes que outros não me descolo da teoria da “vantagem da felicidade”, o positivismo em alguém em proporção ao sucesso. Sendo que produzimos mais dopamina (um neurotransmissor do nosso sistema nervoso) que nos deixa mais felizes por assim dizer mas que também aciona no cérebro todos os centros de aprendizagem.

Aí entra então a psicologia positiva. Não devemos pensar na psicologia positiva como frases motivacionais clichês que irritam a qualquer um mas sim como uma investigação ao positivo da personalidade do individuo, o bem-estar subjetivo e o ensino de resiliência ou seja aspetos potencialmente saudáveis e positivos dos seres humanos em oposição à psicologia clássica que dá mais ênfase nos aspetos psicopatológicos.

E usando a psicologia positiva no nosso quotidiano é delinearmos as coisas positivas do nosso dia em vez de nos murmurarmos apenas das coisas negativas ou chatas. Não nos podemos esquecer de que a ausência de doença não será inteiramente um sinónimo de saúde e que é importante focarmo-nos a construir o nosso eu em torno das nossas forças e qualidades e abraçar os desafios da vida não tendo medo de olhar de frente para um erro.

Só podemos prever 10% da felicidade a longo prazo de alguém se considerarmos sobre o seu mundo externo mas 90% da felicidade será pela maneira como o seu cérebro processa o mundo. Então, “a realidade não nos molda necessariamente mas sim as lentes pelas quais o nosso cérebro vê o mundo” (Alison Ledgerwood).

Não querendo ser chata, para finalizar podemos realçar as coisas boas da vida criando hábitos mais positivos. Um hábito cria novos caminhos neuronais e se praticarmos uma atividade durante 21 dias torna-se uma verdade e um hábito para nós.  Estas atividades são boas para iniciarmos um pensamento de vantagem de felicidade:

  • Jornalizar ações do dia e falar com alguém sobre gratidões (pois ajuda também a reviver essas memórias);
  • Meditação (em que futuramente ajudará no foco de realização de uma tarefa e não na confusão de várias);
  • Atos de bondade que é considera das maiores revoluções.

Com isto, sendo tudo sempre mais fácil dito que feito e não sendo cura para perturbações patológicas, penso que é um bom caminho de iniciação para cada um de nós. Há beleza em todo o lado, o importante é crer para ver.

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